Vi há pouco no Jornal da Noite, da SIC, uma peça sobre as dificuldades que existem para as grávidas portuguesas. Uma das entrevistadas achava que era discriminada por ser grávida, já que as pessoas não lhe ofereciam o seu lugar, nem muito menos a deixavam passar à frente nas filas. Eu, na minha inocência, a pensar que era um tipo educado por ser oferecer o meu lugar às velhinhas - e o colo às novinhas -, venho agora descobrir que, mesmo que não quisesse, era obrigado por lei. Não se faz isto a um gajo.
Mas a parte que gostei mais foi quando falou acerca do problema que era arranjar emprego:
- E agora quem é que me vai dar trabalho? Acha que alguém quer empregar uma grávida? Vou ficar no desemprego pelo menos até ter o bebé.
- Mas já tentou alguma vez? - pergunta-lhe a jornalista.
- Não, nem vale a pena, já sei que ia perder tempo, e não tenho disponibilidade para isso.
Alguém podia explicar à senhora que, por definição, um desempregado é alguém que tem muito tempo livre (especialmente se não procurar emprego) ?